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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Tudo que é agora não se futura.

Tudo que são rosas, não podem ser mais que são (rosas).
tudo que é lixo, permite-se não ser ou ser (rosas).
tudo que é futuro, futurou-se em querer ser e é (e pronto).
tudo que tem nem pretensão de ser não futura no ponto final (e pronto?).
tudo que vigora, vigora no não-ser, no não-sendo, nem-dá. (as rosas).
tudo que evapora, se planeja, se pondera, se futura sem o agora (as rosas!).
tudo que é depois, é depois...não agora (evapora).
tudo que é agora, vigora. (rosas...)


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Doce Heresia Humana - parte dois.


"No princípio criou Deus os céus e a terra...
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o espírito de deus se movia pela façe dos oceanos."

(Genesis)
Pensei, pensei e pensei sobre isso.
Até quase não me importar mais...
Deus não criou o mar!
Ele estava lá, antigo e sagrado, antes mesmo D'ele.
Tá certo que ele separou as águas da terra, mas mesmo assim, o mar já existia.

" Ulmo é o senhor das águas [...]
Ele ama todas as criaturas de Eru (deus) e nunca as abandonou.
Do mar ele cria musicas com suas tropas, as Ulumúri, que são feitas de conchas brancas[...]
Aqueles que as escutam, passam a ouvi-la para sempre em seu coração e o anseio pelo mar nunca mais os abandona."

(O Silmarillion)


Existe alguém que tenha escutado o som do vento marítimo e do estrondo das ondas e tenha esquecido?
Existe alguém que, vivendo longe dele, não anseie o mar?

- A heresia é sempre mais romântica e difícil de se questionar.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Foda Lisérgica


O tempo é liquido
escorrendo entre suas coxas
Vazando pela cama, desembocando na rua
o dia está vazio, cinza.

O dia compôs um blues, um samba delirante
, outro dia talvez
mas esse, eu me perdi, afogado no tempo.
tua boca, apoteose, coliseu.
correnteza perene, imutável, livre e decassílaba
pavilhão vermelho e branco
Beijo, como que se fizesse um juramento: Não beijar mais nada além dela.
Mentira, claro...

Delega-me o dever de te dizer o que fazer.
abuso dele.
gosta.

Ventre, um quê de sagrado e profano
misticismo mais antigo que a cor do céu
que o gosto do mar.
O ventre é um deus.

dentro, desfaço-me em mil pedaços
como se cheirasse o pó das estrelas
tomasse ácido do firmamento
gosto, gosta, goza.
voa, salta, muda.
o tempo que escorre me carrega, me afogando na sua maré
Náufrago entre o branco de tuas coxas
semi-deus, semi-deusa, semi-nus, semeando.
O tempo é liquido, e tudo é vaporoso, derrete.
brisa, sussurro ao longe. Vastidão.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dia da Bandeira & Consciência Negra


VI


Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!

(Castro Alves - Navio Negreiro)

domingo, 30 de agosto de 2009

Paradoxo


-Há veneno no jardim?
Será verdade?
Qual é o porquê desta necessidade?

-Há veneno no jardim.
Que crueldade!
Porém as flores não morrerão de vaidade.

-Há veneno no jardim...
Que solução!
Cercarei de veneno o meu peito
E será um escudo bem perfeito
Para as flores do meu coração!

-Há veneno no meu peito...
Que triste fim!
Enganei-me tentando me cercar...
Afastei quem queria me amar...
Que Ficasse este veneno no Jardim!



(Poesia campeã no concurso de poesias do Instituto Olavo Bilac-2005)

domingo, 2 de agosto de 2009

[A]gosto Amargo


Quando o vento dá um nó
quando a rua junta pó
e a chuva traz a lama
Quando a fruta temporana
apodrece no cipó

Quando a vida é mais viril
Quando há fogo no pavio
Quando nasce toda Ana
Quando ganha o homem vil
E o leão tomba na savana

Quando a noite é mais escura
Quando nasce a amargura
quando encolhe a imensidão
quando o ar é de secura
Quando seca o ribeirão

Quando o gosto é tão amargo
quanto o café que eu trago
Quando vejo, nem me lembro
Quero é que que o vento largo
me carregue prá setembro.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Fa[to]bula. Fa[bula]to


Era uma aranha...
Não uma aranha qualquer daquelas simpáticas e frágeis que dão nos jardins... Era a mais terrível aranha que já se ouviu
falar (apesar de ter dado num jardim). Tão terrível que tinha o talento mais imfame de todos os seres mais infames da terra: Fingir.
Uma vez uma mosca veio lhe oferecer amizade e ela, funesta criatura, aceitou...
A mosca lhe agradava, viviam juntas, a mosca vinha ao pé dela dizer palavras
de consolo ao seu falso desespero, tão bem dissimulado que a mosca chorava lágrimas de dor, enquanto a aranha se ria dela pelas costas
... Um belo dia, a aranha se mostrou aranha, e a mosca
fugiu antes de ser devorada...

Outra vez, a aranha aproximou-se de uma flor que brotara nos penhascos ao norte
de onde havia fincado suas tramas odiosas. A aranha jurou-lhe amor
e a flor, sozinha e triste, resolveu dar-lhe amor.
A vulgar cria das trevas, a seduziu com presentes, e disse que lhe faria uma casa
para que ela se defendesse contra o frio... A inocente flor aceitou.
A mosca, passando por alí, viu a nova trama viscosa da maldita e tentou alertar a
Flor... A flor, já tão envolvida, não quis acreditar...
A flor disse:
- Eu a conheço e sei que é uma péssima mentirosa!
A mosca:
- O pior mentiroso, flor, é aquele que faz com que acreditem que é um péssimo
mentiroso!

Mas mesmo assim, a flor não quis ouvir os zumbidos da mosca ( nunca ninguém quer!).
A Aranha, com o tempo, apegou-se a flor...Poderia se dizer que apaixonou-se por ela...
A mosca, vendo de perto toda a história teve certeza de que a aranha estava redimida dos pecados do passado:
- O amor é redentor! Gritava ao voar.

E assim, de beijos verdadeiros e belos dias de sol, a flor e a aranha viveram por muitos dias felizes
até que num domingo a Aranha devorou a flor...

A mosca estava passando e viu aquela cena terrível!
E paralizada viu a aranha engolir a última pétala e dizer:
- Devorei, sim...Pois é de minha natureza...

A mosca, desiludida das coisas da vida, voou o resto dos seus dias sozinha...
enquanto a aranha apaixonava-se e conquistava outras flores do jardim.

domingo, 21 de junho de 2009

Papo Furado




Seja lá qual será desta vez
Que seja branda e aconchegante
Que não me queime tanto a face
Que me desça pela garganta, serena e calma
Que aqueça lentamente meu corpo
Que seja útil nos dias solitários
Nos dias de inverno
E que no verão, sejamos indiferentes um do outro

Seja lá qual será agora
que seja doce, estúpidamente doce!
que seja infame as vezes,
que seja sacana sempre!
que diga besteiras, que não ligue para filosofias modernas e
críticas de arte

Que veja televisão, que chore com novelas
mas acima de tudo, que seja doce.
que seja humana, que seja mortal
perpétuamente mortal...

Que repare nos detalhes
cacos de vidro, ervas daninhas, nuvens engraçadas
arco-íris nas vidraças
que faça caretas, que gargalhe, fale alto
mostre o dedo!

Tenha gosto musical duvidoso, ria do meu Joy Division
Ache meu Sonic Youth, estranho, insuportável...(não é!)

Seja lá qual será desta vez
mesmo que seja papo furado
seja do jeito que quero
seja do jeito contrário
seja qual for, seja o que Deus quiser:

- que seja você.

sábado, 30 de maio de 2009

Quinta - feira



Eram os toques ainda tímidos...
Eram as línguas, guerreiras úmidas!
Eram os olhos, castanhos pálidos!
Eram as mãos, amantes súbitas!
Eram os braços, serpentes lânguidas!
Eram as pernas, carvalhos trêmulos!
Eram os seios, copázios lácteos!
Era a vertigem, quimera mítica!
E era tudo verdade tácita!
E o meu corpo, cadente e trôpego...
Era o calor do sol da África...
E o gemer, a bela música...
E foi na quinta, não foi num sábado...
E foi o gozo, vertigem lúdica...


E foi morrendo a verdade tímida!
E foi secando a vergonha úmida!
E foi vestindo, teus seios pálidos!
No coração, batidas súbitas!
E nos teus olhos, meninas lânguidas!
Em tuas carnes, mil sonhos trêmulos!
Cobriram toda a via láctea!
Como uma grande serpente mítica!
Com cores vivas e face tácita!
Me aprisionou, ainda trôpego...
Como a um negro vindo da África...
E a tua voz, como uma música...
Me fez lembrar que num velho sábado,
Teu corpo ainda era promessa lúdica...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Fim sempre sem fim


Talvez ,quem sabe, numa manhã escura
sem teu café amargo como um choro
talvez encontre em gota de amargura
qualquer palavra branca de consolo

Não adianta ter boa memória
se essa história queima feito fogo
não desenhei a nossa trajetória
não promulguei as regras desse jogo

E se no amor que antes tu sentia
e se na culpa que me delegava
usasse mais 'amo' do que 'amava'
talvez quem sabe nada acontecia

Talvez um fim seja só mais um meio
o meu receio é que não seja nada
e se não for, eis aí a cilada:
- final sem fim, eterno por inteiro

domingo, 26 de abril de 2009

Carla


Era linda como uma lembrança boa!
tinha o cheiro nostálgico de mar aberto, dama-da-noite ou terra molhada
Era viva como a própria vida
A chamava: minha primavera!
No sorriso podiamos ver todas tonalidades do sol
Era vidro prata, praia branca, torre de marfim
era primavera resumida em flor...
era um sonho coletivo.

Soube que ,na madrugada do suicídio, escrevera alguns versos para mim
nunca os achei...

éramos só eu, a avó e alguns quero-queros... Campo aberto, talho na terra
deitada, pulsos enfaixados, cabelos cacheados, loiros como a antemanhã!
transmitia-me paz...

cruzava o rio, e com ela, um filho meu.
Logo depois, o inverno chegou
Pesado e frio, indestrutível
(Pensava em cruzar o rio...tê-la em meus braços, e a minha menina,era menina!)
breves momentos de verão
mas sempre inverno...
Pois bem
Com nuvens branquinhas, uma voz doce
e cheiro de halls de uva verde,
chegou o outono
caminho por ele e com ela
ando por aí, com ela do lado
meu doce outono!

porém, primavera nunca mais houve.
feneceu a primavera e com ela, uma flor.
Seria flor, se não fosse morta
[seria vida, se não fosse flor]
seria primavera... Simplesmente primavera.

- minha primavera!

domingo, 12 de abril de 2009

Doce heresia humana


Que alma guardou Deus
para todos que são seus,
para todos que aqui estão?
Que luz, sombra ou aurora?
que verdade se ignora?
se há verdades, onde estão?
Sabe lá que horas são
E na minha oração
não se vê nenhum "amém"
Se o passado é imperfeito
Se o futuro não foi feito
devo eu olhar além?
sigo assim, calado e rindo
e a estrada eu vou seguindo
sem saber onde Ele está
sem ter tanta vaidade
sem buscar pela verdade
se a verdade é o que não há!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ira

Vim de bom grado, quando
tudo que tinha eram migalhas
E cinzas de si mesmo
Agora
Escolhe pois o farol distante
Incerto
Agora
Do teu porto seguro escarneia
Pois será que não escarneio também de ti?
Teu farol distante,
É estúpida Torre de marfim!
Tão Quimerática quanto todos os teus débis sonhos infantis
Escarro-te a face
Seja lá qual for meu castigo
Antes ser o infame Iago que o tolo Othelo
Escarro-te a face
Empurro-te do cais
Arreda!
Vá buscar teu farol distante, tua cornucópia lúdica
Afoga na própria merda o teu espírito
Antes que veja teu edifício de luz
Estarei de mãos estendidas, olhos piedosos, esperando
que teus devaneios encham teus pulmões
Rompam teus tecidos, teus órgãos
E em agonia, só veja a minha face a chamar teu nome com ternura
E a minha voz carinhosa a dizer:
- Eu avisei.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Filosofia Romântica

"Cada hora perdida na profusão incômoda e efêmera da beleza dos modelos pré-estabelecidos
é um segundo de beleza real não apreciada.
A arte, faz um tempo, nos ensinou que devemos ver a beleza em suas escalas transitórias, e não em moldes fixos.
Mesmo assim, belo não é o que é belo em si, e sim o que é belo para quem vê.
Uma flor perdida em campos extensos, mesmo os campos extensos, só são belos
quando alguém os vê.
Se não houver alguém que perca seus olhos nas imensidades, ou nas infinitas tonalidades
que podem ocorrer numa flor, a flor e os campos não serão belos...Nem mesmo existirão."

(João do Mar)



Quando te vi, te achei bela
Logo, tornou-se bela para mim, e para aqueles que eu fazia ver de acordo com a minha visão
Teus traços curvos, teus olhos, pele branca
os defeitos, as pequenas imperfeições, compõem o caos da tua beleza
Que aos meus olhos ( apaixonado que sou) transfiguram-se em uma ordem harmônica
e profundamente irresistível, tal como o mar revolto, a ressaca
embrulhando as vagas nos beirais, agredindo as pedras, uma bagunça sem fim!
mas mesmo assim visto pelos olhos ,não dos navegantes precavidos, mas sim dos românticos
e enamorados,esta bagunça transforma-se num tango natural,
na mais perfeita e reta conjugação do infinito.

(Zé Gabriel F.)


João do mar é um heteronimo

domingo, 15 de março de 2009

Rascunhos




Já faz algum tempo...
Talvez pelas noites mal dormidas ao seu lado, ou pelas bem dormidas.
Talvez pelas discussões e os beijos de despedida eterna!
Talvez pelos abraços de reencontros "quase casuais"...
As coisas que vão, são as coisas que realmente ficam...
Já faz algum tempo que não vejo minha caixa de e-mails
E faz tanto tempo que não vejo a chuva, o céu, o mar...
Talvez pela vida que fica cada vez mais e mais complicada
Talvez pela falta mesmo de ânimo pra tais aventuras...
Ficamos velhos...
E percebemos que o mundo cor-de-rosa que construímos, desmoronou
Ele nem chegou a existir de fato...
Deixemos as coisas do passado, no passado...Sem que façamos delas quadros nas paredes
onde perdemos várias horas do nosso precisoso sábado, olhando fixamente...
O passado ficou para traz, meu amor...
E este sábado chuvoso, é tudo que temos! É a única coisa que temos...
Abraçe-me, deite do meu lado...Sejamos só nós dois e um sábado chuvoso...
Café quente, cobertor no sofá...Algum besteirol na televisão
O cheiro dos seus cabelos, e nada mais...
Nada de bares ou boates... (Estamos velhos)
Talvez pela vida que passou correndo...
Talvez por queimarmos todo o nosso fogo juvenil rápido demais...
Queimou o fogo, a brasa...
Agora temos um sábado chuvoso, um sofá...E a promessa de um passado quieto...E um futuro planejável....
Pois a imaginação de dois velhos de vinte e poucos anos não precisa de mais que um canto de sofá.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Desalmados


Quantos são os santos,
e quantas são as rezas?
Pra se entrar no céu?
Quantos são os atos,
e quantas são as feras?
Que giram em teu carrosel?

Quantas são as curvas,
e quantas são as pedras?
Do teu caminho torto?
tuas vistas turvas,
cegam feito trevas
o meu olhar de morto

sei que vais chorar
sei que vais sorrir
sei que vais além

falta não fará
se acaso, o diabo pedir
a alma que não tens

A alma que em mim falta
Não é a alma mais alta
Não é bonita de se ver...
A alma que eu nem sei,
Nem se quer dissimulei
Esta alma, eu perdi em você.
[para uma amiga próxima/distante]

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Aparências


Não, não olhei para você
Como quem olha o céu
E deslumbrado, vê
Teus cabelos, como véu
Não, não olhei teus sinais
Tua alma doce e pagã
Não compus madrigais
Sob o sol da manhã
Pois nada disso você tem
E sem falsos devaneios
Não enganarei à ninguém:
Eu olhei os teus seios
Redondos e grandes
Firmes e brancos
Unidos como amantes
Pousados em dois bancos
As aparencias, eu receio
São o que somos nós
E se não fossem teus seios
Ainda estaríamos sós.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Pra fazer dormir ( Poema que ninguém viu)


É verdade:
- Que se sente o pranto, quando não é teu
mas chorado por ti, por olhos apaixonados,
Apiedamo-nos do pranto,da alma que morreu
E beijamos !Dedicamos doces beijos delicados

Criança:
Lágrimas vão flanquear teu vil
Espírito livre,e o teu rosto iludido
Mas espere! E o meu pranto? Ninguém viu?
Nas noites por ti, eu chorei escondido...

Diz:
É triste ver a dor dela
É triste ver chorarem por você

Eu digo:
Mais triste dor é aquela
que na noite, ninguém vê...

Choro também por você...
Mas guardo as lágrimas pra mim
Um dia, quando por sorte perceber
já será o fim

Choro,choro...
Te vejo
choro e também
Desejo...
rezo, rezo...
almejo
pego no sono
amém...

domingo, 11 de janeiro de 2009

Breve nota de rodapé



Um pedaço meu foi jogado aos leões
O outro pedaço foi jogado ao mar.
O terceiro pedaço eu nunca soube onde foi se meter
O que eu sei é que em mim, não estou mais...

O amor é quando a sua alma se reconhece na alma de outra pessoa
Mas três pedaços meus me faltam
Não tenho alma para reconhecer
Nem outra alma pra compartilhar

-Também, nunca acreditei nessa coisa de amor