domingo, 2 de agosto de 2009

[A]gosto Amargo


Quando o vento dá um nó
quando a rua junta pó
e a chuva traz a lama
Quando a fruta temporana
apodrece no cipó

Quando a vida é mais viril
Quando há fogo no pavio
Quando nasce toda Ana
Quando ganha o homem vil
E o leão tomba na savana

Quando a noite é mais escura
Quando nasce a amargura
quando encolhe a imensidão
quando o ar é de secura
Quando seca o ribeirão

Quando o gosto é tão amargo
quanto o café que eu trago
Quando vejo, nem me lembro
Quero é que que o vento largo
me carregue prá setembro.

2 comentários:

Thiago Kuerques disse...

Todos os cantos do poemas sao bem costurados. Meus parabens. Otimooo. É de se ganhar premios.

galinda disse...
Este comentário foi removido pelo autor.