sexta-feira, 23 de abril de 2010

Retrocesso


Brindo ao passado, o único tempo que não se transforma, que não se permite mudar. É arbitrário e definitivo. Talvez o único tempo que exista. Está na história contada no dia-a-dia, nos livros, no fragmento de tempo que se constrói em memória. Para se falar do presente também se usa o passado porque para uma ação ser contínua, ela começou (olha ele aí) em um dado momento. Brindo ao passado porque o que se é está intimamente ligado ao que se foi. Brindo ao passado porque o presente tem uma ínfima duração e esse tal de futuro só existe na nossa cabeça. Brindo ao passado porque ele é cumulativo. E no final é só ele que nos resta. Para os que vão, para os que ficam, a vida continua em forma de lembrança.

Um comentário:

Danyel de Argolo Cardoso disse...

Espero que ainda se lembre de mim.

HAHAHAHAHA

Brindemos.