segunda-feira, 20 de julho de 2009

Descoberta


Foi em uma tarde gelada, envolvida por papéis amassados e por lembranças esquecidas.
Foi em um desses dias vazios que se enchem de nostalgias e palavras não ditas.
Foi mexendo no mofo, em sorrisos amarelados, em beijos não dados, em textos sem remetentes. Foi entre panfletos, notas fiscais, entradas de cinema. Foi entre saudade e indiferença. Foi ali dentro de si mesma que percebeu a inutilidade de se buscar tanto lá fora.
Foi por rir do passado, que começou a sorrir para o futuro, e em vez de encontrar a felicidade, percebeu que era ela própria.

3 comentários:

Dênis Rubra disse...

Essa menina, escreve tão bem que não sente.
Suas prosas são sempre perfeitas =)

Mil beijos!

Pedro disse...

que delícia de descoberta.

Danyel de Argolo Cardoso disse...

Até que enfim, a felicidade. E a promessa de uma, sem assombros do pretérito.