terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Simulações de amor.




Andava pelo meio da rua, 23:30h marcava o meu relógio do relativismo. Acabara de vê-la:

- Foi como se a sua cintura possuísse correntes elétricas e eu tivesse posto a mão, sem medo. A atração das terminações nervosas das pontas dos dedos levavam ao começo da morte em vida, que era inevitável. E foi ali que o paradoxo cotidiano se fez. Inevitável seria, pois, em qualquer outra situação. Naquela, não.

3 comentários:

Leandro Marlon disse...

Naquele momento não...
Pelo simples fato de já não ser?
Ou por ser?
Só saberá quem já esteve ou está em situação tão cotidianamente não-cotidiana.
Nunca espere o esperado...

Marcela Lemos disse...

O acaso espera... ou não.

Annie disse...

"Foi como se a sua cintura possuísse correntes elétricas e eu tivesse posto a mão, sem medo"
Gostei muito dessa parte.Pq será?!rs
A foto eh linda.